13 de outubro de 2011

12 de outubro de 2011

RIP André Mingas

"Gente buscando em vão uma esperança

Um sorriso, uma flor, uma palavra amiga

Procurando agarrar hoje o tempo

... Falar de amor, de carinho e de paz

Colher jasmim…Fazer poesia com todas as letras

Contar as estrelas, saudar a vida...E ver os deuses iguais a mim...

Sou um jovem como tu,

Quero a vida ver sorrir

Viajar, ter amigos, ver Luanda a florir

Ver o por do sol do nosso país

Tão lindo, tão lindo, tão lindo...

Inspirando emoções…"
 
 
E a tua voz calou-se para sempre.
 
O arrepio que sinto sempre que oiço a tua voz faz me ver o quão importante foste para a nossa cultura.
 
O quão importante foste para o nosso alento.
 
O quão importante foste para a nossa esperança.
 
O quão importante foste para o nosso sorriso.

Espero que saibas que a tua passagem pelo mundo não foi em vão, e toda Angola sabe que por este mundo estiveste.

Que a tua singela alma descanse em paz e que todo o sofrimento tenha tido um fim.






6 de outubro de 2011

...Funny...

i.SteveJobs

iPod. iPhone. iPad. iMac. 


Sempre resisti a Apple. Sempre achei estranho o rato, o tamanho do visor, a não possibilidade de clicar o lado direito do mouse... em 2004, quando fui para os Estados Unidos pela primeira vez, não entendia a obsessão pela Apple. Não usava os computadores da escola, não usava os gagets para ouvir música brancos e quadrados, detestava a monocramância dos macbooks. Parecia que pelo menos "naquilo" os Estados Unidos não me tinha corrompido.


Até que vi a publicidade do primeio ipod nano de segunda geração,  saído a 16 de Setembro de 2006. Senti naquele momento que a minha resistência haveria de terminar. Descobriram o meu ponto fraco. Não vou mentir que a publicidade daquela sombra negra no background laranja com os fones brancos a dançar sempre me deixou bem disposta. Finalmente rendi-me.

Eu e os produtos da Apple sempre tivemos uma relação amor-ódio, aonde apesar de eu sentir que eles eram sem dúvida os melhores em design e creatividade (as publicidade da Mac vs PC são uma maravilha), sempre resisti firmemente a ideia de passar para o grupo Apple.


Sei que eles convençeram-me de verdade com  ipod Touch, e  desde então não posso negar que sou uma "apple" junkie!
Acredito que toda a dedicação,visão, paixão e creatividade de Steve Jobs foi reflectido nos produtos que inventou, e acredito que ai esteve a grande diferença entre ele e muitos, que venderam mas que não mostraram paixão pelo produto. Será talvez esta a sua maior herança.

Ironia do destino é que após muito resistir, finalmente rendi-me ao ipad. Ontem. RIP Steve Jobs. Só temos a agradecer pelo seu contributo para o mundo da tecnologia.








29 de setembro de 2011

Alimentando a alma #2


Uhh la la! Para o meu lanchinho das 10 da manhã, fui buscar um pouco do Rwanda/Alemanha/Canadá, com a música "Stat! Vite Fait" de Corneille.



Do albúm "Sans Titre", 5º album do cantor, lançado em 2009, "Stat! Vite Fait" é uma música que adoro ouvir,e apesar de pouco perceber muito do que ele diz, confesso que as melodias fazem-me sorrir.
Uma mistura suave de soul e R&B,o album não é nada menos do que um lanchincho suave e inócuo. Assemelha-se bastante a aquele chá de camomila com bolinhos de canela, com aquele "quê" relaxante e descontraido.


Curioso que o título do CD "Sans Titre" (Sem Título)foi dado prepositadamente, pois Corneille afirmou que não queria ter que perder muito do seu tempo à procura de um marketing hook.Adicionalmente, disse que queria evitar uma ideia pré-concebida do albúm.


Todavia, à que se fazer menção ao facto de que Corneille, apesar de ter nascido na Alemanhã, mudou-se para Rwanda aos 6 anos de idade com os pais e em 1994,perdeu os mesmos e familiares no que acabou por ser considerado o maior genocídio da história moderna, massacre este perpretado por extremistas Hutus contra Tutsis. Corneille conseguiu fugir para Kinshasa e depois Alemanha, aonde foi acolhido por amigos da sua família.  

Uma infância triste e traumática,que não o impediu de ser um propagador da arte musical e um ferrenho advogado das crianças víctimas da Guerra.



O que mais gosto no álbum? A linda e relaxante voz do Corneille, a simplicidade e riqueza da instrumentalização das músicas e a adorável (embora incompreensiva para mim!) língua francesa no estilo RnB. Por favor ouvir "Elle me ment", "En Attendant" e "Pauvre Cynique"!

O que menos gosto? Acho que nada. Sou culpada de adorar absolutamente tudo neste album.




Recomendo mil vezes para quem aprecia boa música!




Obs: Não posso deixar de frisar que ele é lindo :D